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  • Local Palco Principal
  • Data 11 agosto 2017
  • Hora 23h30

Nelson Freitas

Neto de uma geração de cabo-verdianos que partiu em direcção à Holanda, NELSON FREITAS começou a sua carreira em 1997 fazendo parte dos “Quatro”, uma banda que abraçava uma sonoridade nova, a meio caminho entre o zouk e a kizomba, com influências de r&b e hip-hop. Os seus três álbuns, lançados ao longo de sete anos, trouxeram-lhes um enorme sucesso em países como Cabo Verde, Angola ou Moçambique, e isto é algo que deixa NELSON FREITAS muito orgulhoso: “nós mudámos o som de forma a que fosse cool ouvir zouk ou kizomba.

Fast-forward para os dias de hoje e eu sei que eu, e alguns outros artistas, fizemos o mesmo em Portugal, a uma escala diferente”.

NELSON FREITAS tornou-se um líder improvável no grupo, e ainda recorda quando o percurso da banda estava perto do fim: “durante o processo do último álbum, eu estava a experimentar coisas a solo.

Estava a viver e respirar música, 24 horas por dia. O estúdio era em minha casa, acabávamos as sessões e depois eu começava a trabalhar para mim.”

“Magic”, o álbum de estreia, chegou em 2007, seguido de “My Life”, em 2010, e “Elevate” em 2013. Todos estes álbuns têm singles que contam um crescimento: de “Deeper” a “Rebound Chick” e a “Bô Tem Mel”, a escada tornou-se num momento fulcral na sua carreira: “Foi um ano onde aprendi muito. 2014 foi o ano em que fiz mais concertos na minha vida”.

Em Portugal passou pelo Coliseu dos Recreios e pelo MEO Arena. “A recepção foi incrível. E o Coliseu aconteceu quase de surpresa.

Em 2015 surgiu “Miúda Linda”, o cartão de visita ideal para o mais recente trabalho de NELSON FREITAS, “Four”. “Com “Miúda Linda” fui numa direção completamente oposta ao “Bô Tem Mel”. Em português, porque me queria desafiar. Aborreço-me facilmente”.

“Break of Dawn”, o single com Richie Campbell é um exemplo disso: “Essa canção é o exemplo do que tinha em mente para este disco: quebrar barreiras. Espero inspirar novos artistas a fazerem o que realmente acreditam, e não o que irá passar na rádio”.

Outras colaborações incluem MAYRA ANDRADE, MIKKEL SOLNADO e LOONY JOHNSON. A produção deste álbum é de luxo, mas tudo é feito em sintonia com o próprio NELSON FREITAS: “nunca é um beat onde eu canto por cima. O processo inicia-se com um esboço e as coisas vão mudando tanto que, muitas vezes, tu não consegues reconhecer onde é que tudo começou”. E onde acaba? “Eu sei quando está pronto. Eu consigo sempre ouvir que alguma coisa está a faltar numa canção, e no momento em que deixo de ouvir isso, eu sei que está feita.”

Todos os passos parecem ser planeados, capítulos de uma história que o próprio está a escrever, com a caneta bem segura na mão. “Mesmo que eu não saiba como, eu já sei o que vou fazer a seguir. Faz tudo parte de uma história maior, porque agora eles já sabem «this is the guy. ponto final»”